C. Saint-Saëns (1835-1921)

 

– Guitares et Mandolines
Le Rossignol et la Rose


Saint-Saëns pertence à linhagem dos compositores que Noske, autor de belo livro sobre a melodia francesa, chama de “instrumentalistas”. Isto é, ele, como Lalo, Franck e Castillon, “eram mestres da sinfonia, da sonata, do concerto, e como tais inauguraram o renascimento da música instrumental na França” (...) e consequentemente “elevaram a melodia ao nível da música de câmara”, pavimentando o caminho para mestres da canção como Fauré e Duparc”.

De fato, Saint-Saëns foi um dos primeiros a eliminar da melodia seu caráter teatral ligeiro e a trouxeram para os saraus combinando música de câmara instrumental com canções e melodias. Ele tinha justas veleidades literárias – e assim como fizeram Gounod, Ravel e Debussy também musicou os próprios versos. É o caso de “Guitares et Mandolines”, de 1890.

Ambas as canções evocam, como diz Fauré, “a calma de regiões serenas como Champs-Elysées, onde a violência e os paroxismos são desconhecidos, onde coabitam a austeridade, o charme e a ternura”. Sentimentos médios, conclui o seu mais famoso aluno.

30 agosto - 04 de setembro
Elizabeth Vidal soprano,
Michel Lethiec clarineta,
Christian Ivaldi piano (França)