São Paulo: 11 de agosto, 16 horas
Auditório da Pinacoteca do Estado.



Roberto Sion

Saxofone
Dentre os mais atuantes e respeitados nomes da música instrumental brasileira, destaca-se o de Roberto Sion, que além de saxofonista, flautista e clarinetista, também é reconhecido pelo seu trabalho de compositor, arranjador, maestro e professor. Sion foi o vanguardista em utilizar os elementos do jazz e da música brasileira, seja ela Bossa Nova ou Samba, fazendo deste estilo sua marca registrada.
Iniciou-se ao piano com 5 anos. Aos 8, saxofone, clarineta, solfejo, harmonia e canto coral no Conservatório Lavignac – Santos. Finda a Faculdade de Psicologia, em Campinas, aos 25 anos, decidiu-se de corpo e alma pela música e seguiu para a Berklee Scholl of Music, onde aprofundou seus conhecimentos de arranjo e improvisação e estudou saxofone com Joseph Viola, Ryo Noda, Lee Konitz e Joe Allard.
Tocando desde os 11 anos, fazem parte de seu curriculum sete álbuns gravados, apresentações como solista na Europa, EUA, Japão e Israel. Durante sua estada no Japão, em 1996, recebeu “...pela criatividade de sua Obra nos últimos 30 anos...” a crítica de “...um dos mais importantes alto-saxofonistas do mundo...”.
É maestro titular da Orquestra Jovem Jobim desde sua fundação em julho de 2001.

Vera Astrachan
Piano
Nascida no Rio de Janeiro, Vera Astrachan foi aluna de Arnaldo Estrella no Brasil, aperfeiçoando-se posteriormente com Hans Graf e Bruno Seidlholfer em Viena, Ilona Kabos em Londres, e Joaquim Nin-Culmell em Berkeley. Sua primeira apresentação em Viena valeu-lhe uma crítica no jornal Kurier “...há certamente poucos pianistas da sua geração que sabem tocar Beethoven tão bem quanto Vera Astrachan...”.
E detentora de numerosos prêmios, entre os quais o 1º Prêmio no Concurso Backhaus, dedicado à obra de Beethoven, Prêmio Jeunesses Musicales em Berlim, e do prêmio de Melhor solista do ano (1978) pela Associação Paulista dos Críticos de Aarte.
Realizou diversas primeiras audições no Brasil, entre as quais a Segunda Sinfonia para piano e orquestra de Leonard Bernstein, o poema sinfônico Les Djins, de César Franck e a Sonata nº 4 de Francisco Mignone; esta ultima foi tema de sua tese de mestrado na Universidade de São Paulo.
Apresentou-se com êxito em inúmeras cidades européias e norte-americanas, como Viena, Paris, Londres, Lisboa, Nova York, San Francisco e Los Angeles. No Brasil, além de exercer atividades didáticas ministrando master classes, tem se apresentado como solista convidada das principais orquestras, como recitalista e camerista nos mais renomados centros musicais do país.