São Paulo: 4 de agosto, 16 horas
Auditório da Pinacoteca do Estado.



Medéia
L. N. Clérambault

O Mito Grego na Ópera Barroca
“A herança clássica foi salva pelos poetas, pelos artistas e filósofos. Desde o fim da Antiguidade - quando não eram mais tomados ao pé da letra por nenhuma pessoa culta - os deuses e seus mitos foram transmitidos à Renascença e ao século XVII, pelas obras, pelas criações literárias e artísticas”. (Mircea Eliade, em Mito e Realidade).
A temática principal da ópera barroca foi a mitologia grega. Desde o “Orfeo” (1607) de Monteverdi, passando pelas grandes óperas de Lully, Rameau e Händel, os temas mitológicos foram os preferidos dos libretistas barrocos, principalmente dos franceses. A dramaticidade presente nas tragédias gregas e o processo catártico gerado pelos seus personagens tornaram-se o modelo que inspirou os compositores barrocos a buscarem uma expressão musical eloqüente e hierarquizada, segundo as regras da retórica clássica, estabelecendo uma conduta musical norteada por uma “teoria dos afetos”, que procurava retratar em música as diferentes categorias de afetos do sentimento humano.

Harmonia Universalis
Uma das tendências musicais mais importantes neste princípio de século é a redescoberta da música antiga, revelada pelo timbre de instrumentos históricos. Esta prática, antes de ser meramente uma preocupação acadêmica e arqueológica, trouxe até nós a essência de uma linguagem que é tanto mais viva quanto mais autênticos forem os meios de reproduzi-la. Daí a importância da utilização de instrumentos e técnicas adequadas ao contexto musical.
Os membros do Harmonia Universalis são especializados em interpretação de música barroca executada em instrumentos históricos, tendo aprofundado seus estudos na Europa. Participam de diversos grupos dedicados à prática de música antiga no Brasil e no Exterior.