|
Medéia
L. N. Clérambault
O Mito Grego na Ópera Barroca
A herança clássica foi salva pelos poetas,
pelos artistas e filósofos. Desde o fim da Antiguidade -
quando não eram mais tomados ao pé da letra por nenhuma
pessoa culta - os deuses e seus mitos foram transmitidos à
Renascença e ao século XVII, pelas obras, pelas criações
literárias e artísticas. (Mircea Eliade, em
Mito e Realidade).
A temática principal da ópera barroca foi a mitologia
grega. Desde o Orfeo (1607) de Monteverdi, passando
pelas grandes óperas de Lully, Rameau e Händel, os temas
mitológicos foram os preferidos dos libretistas barrocos,
principalmente dos franceses. A dramaticidade presente nas tragédias
gregas e o processo catártico gerado pelos seus personagens
tornaram-se o modelo que inspirou os compositores barrocos a buscarem
uma expressão musical eloqüente e hierarquizada, segundo
as regras da retórica clássica, estabelecendo uma
conduta musical norteada por uma teoria dos afetos,
que procurava retratar em música as diferentes categorias
de afetos do sentimento humano.
Harmonia Universalis
Uma das tendências musicais mais importantes neste princípio
de século é a redescoberta da música antiga,
revelada pelo timbre de instrumentos históricos. Esta prática,
antes de ser meramente uma preocupação acadêmica
e arqueológica, trouxe até nós a essência
de uma linguagem que é tanto mais viva quanto mais autênticos
forem os meios de reproduzi-la. Daí a importância da
utilização de instrumentos e técnicas adequadas
ao contexto musical.
Os membros do Harmonia Universalis são especializados em
interpretação de música barroca executada em
instrumentos históricos, tendo aprofundado seus estudos na
Europa. Participam de diversos grupos dedicados à prática
de música antiga no Brasil e no Exterior.
|