São Paulo: 23 de junho, 16 horas
Auditório da Pinacoteca do Estado.


Jean Louis Steuerman, piano
Os Cameristas Interarte, cordas

Pablo de León, violino
Horacio Schaefer, viola
Roberto Ring, violoncelo


Jean Louis Steuerman
Piano
Jean Louis Steuerman nasceu no Rio de Janeiro numa família musical. Iniciou seus estudos de piano com quatro anos de idade e fez sua estréia aos 14 anos com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1967 transferiu-se para a Europa, a fim de continuar seus estudos no Naples Conservatory.
Desde cedo, Jean Louis Steuerman obteve reconhecimento na Europa como solista e recitalista, depois de conquistar o segundo prêmio na Competição J.S. Bach em 1972, em Leipzig. No começo dos anos 70, Steuerman transferiu-se para a Inglaterra e desde então tem participado de concertos com orquestras e de numerosos festivais.
Nas últimas temporadas tem realizado recitais na Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha e Itália. Tocou na Alemanha o inédito Concerto para Piano, de Detlef Glanert, tendo participado também da comemoração dos 500 anos do Brasil com concertos no Wigmore Hall, em Londres, no Festival de Gstaad e no Brasil.
Jean Louis apresentou-se também com a Sinfônica de Londres, sob a regência de Claudio Abbado, e com a Royal Philharmonic Orchestra, sob a regência de Sir Yehudi Menuhin e Vladimir Ashkenazy, com o qual tocou o Concerto para Piano, de Britten, no Festival de Atenas. Em 1985, sua estréia no Promenade da BBC foi aclamada pela crítica - Steuerman interpretou o Concerto em Ré Menor, de Bach, com a Polish Chamber Orchestra.
Dentre as orquestras com as quais Steuerman se apresentou destacam-se a English Chamber Orchestra, Hallé, Royal Liverpool Philharmonic, City of Birmingham Symphony Orchestra e a Bournemouth Sinfonietta. Ele também se apresentou com a Leipzig Gewandhaus, sob a regência de Kurt Masur, Sinfônica de Basel, com Heinz Holliger, Filarmônica de Helsinque (tocando o Concerto para Piano de Tippett), Zurich Tonhalle, Sinfônica de Berlim e Orquestra Sinfônica de Milão. Steuerman se apresentou ainda com diversas grandes orquestras dos Estados Unidos, entre as quais a Filarmônica da Flórida e a Sinfônica de Baltimore.
Participou de turnês pelo Japão com a Orquestra de Câmara de Stuttgart e pela Suíça com a Orquestra Jovem da Comunidade Européia. Steuerman apresenta-se regularmente nas maiores séries de recitais nos dois lados do Atlântico e colabora na música de câmara com alguns dos melhores músicos de sua geração.
Ele tem se destacado pelas interpretações dos períodos Barroco, Clássico e Romântico e também pelo notável interesse pela música do século XX. Em seu repertório estão incluídas obras modernas e ele tem feito as primeiras audições de importantes obras contemporâneas.
Entre as gravações que Jean Louis Steuerman realizou para o selo Philips estão os três concertos para piano de Bach, com James Judd e a English Chamber Orchestra, as Seis Partitas, com as quais ganhou "Le Diapason d'Or", o piano solo de Scriabin e a obra completa para piano e orquestra de Mendelssohn, com a Orquestra de Câmara de Moscou. Ele gravou ainda as três suites para piano de Girolamo Arrigo, bem como as obras completas para piano de Othmar Schoeck e os concertos de Erwin Schulhoff, além da gravação das Variações Goldberg de J.S. Bach a serem lançadas ainda este ano.

Os Cameristas Interarte
O conjunto "Os Cameristas Interarte" foi formado com o objetivo de divulgar, junto ao público brasileiro, o maravilhoso repertório para pequenas formações instrumentais escrito pelos grandes mestres da música.
Obras primas de valor semelhante às obras escritas para formações sinfônicas foram escritas para trios, quartetos e quintetos por gênios do calibre de Mozart, Schubert, Beethoven e Brahms. Isto nos permite levar essas obras, que trazem em si todas as emoções e sentimentos da natureza humana, a um público cada vez maior.
A música de câmara, desde o século XVIII, quando suas formas se cristalizaram, representa historicamente um dos momentos mais desejados pelos músicos. É que após os concertos formais para a corte ou na igreja, eles relaxavam fazendo música de câmara. Haydn, Mozart e mesmo Beethoven escreveram muita música de câmara informal, descontraída. Música adequada para desarmar os espíritos, ao mesmo tempo que faz fluir no ar aquela eletricidade e magia que só ocorrem quando os músicos integram-se de modo total. Música tão significativa quanto as mais imponentes e formidáveis sinfonias.

Pablo de León
Violino
Iniciou seus estudos de violino aos seis anos de idade com os professores Yoshitame Fukuda e Elisa Fukuda, passando depois a ter orientação do professor Ayrton Pinto, sempre também aos cuidados de seu pai, Alejandro de León. Foi integrante da Orquestra Experimental de Repertório, da Camerata Fukuda, da Orquestra de Câmara Solistas do Brasil, e da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Convidado pelo professor Chaim Taub, foi para a Alemanha participar de concertos no XIV Festival Internacional de Música de Câmara na cidade de Rolandseck. Participou também de cursos em Keshet Eilon ( Israel ), ministrados por Shlomo Mintz, Chaim Taub, David Hen e Pavel Kogan, entre outros. Atualmente ocupa o cargo de spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

Horacio Schaefer
Viola
Violista do Quarteto Amazônia, Horácio Schaefer fez seus estudos em São Paulo e, após ganhar vários concursos no Brasil, aperfeiçoou-se na Alemanha com Max Rostal, onde terminou seu mestrado e obteve o 1º prêmio, na Escola Superior de Música de Colônia.
Foi membro da Orquestra de Câmara Deutch Bach Solisten, spalla das violas da Orquestra Filarmônica de Essen e violista do Quarteto Ravel, tendo realizado diversas turnês e concertos pela Europa. Durante três anos, tocou na internacionalmente reconhecida Orquestra da Rádio de Frankfurt e no sexteto de cordas daquela orquestra. Em música de câmara, recebeu orientação de renomados quartetos, como o Melos Quartet de Stuttgart e o Amadeus de Londres.
Atualmente, é o spalla das violas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Roberto Ring
Violoncelo
Estudou com os professores Watson Clis e Antonio del Claro no Brasil e com os professores Uzi Wiezel (do Quarteto de Tel Aviv) e Michael Haran (primeiro violoncelo da Orquestra Filarmônica de Israel) na Academia Rubin de Música da Universidade de Tel Aviv.e na École Normale de Musique de Paris na classe do grande mestre André Navarra, participando posteriormente de cursos com Aldo Parisot.
Entre seus parceiros de música de câmara estão Regis Pasquier, Michel Lethiec, Antony Pay, Roy Shiloah, Watson Clis, Horácio Schaeffer, Marcelo Jaffé, Mariô Rebouças e Sérgio Melardi, entre outros.